29 maio 2016

O uso dos objetos educacionais no Ensino da Química

   

 Os objetos educacionais são metodologias de ensino que auxiliam no ensino-aprendizagem dos discentes utilizando os meus tecnológicos, tais com softwares e hardwares de alto ou baixa tecnologia.
     No século XXI, essa metodologia se torna cada vez mais cotidiana, uma vez que os professores, tentando aperfeiçoar o aprendizado de seus alunos, tentam novas técnicas para o mesmo, utilizando então esses novos recursos.
    Entretanto, nem todos estes recursos, estão disponíveis à todos, pois infelizmente, ainda existem muitas redes privadas especializadas nesta confecção, mas que consequentemente,m cobram por esses serviços.
     Contudo, se retornarmos ao fato que ainda sim, existem uma infinidade de possibilidades na rede, podemos ter acesso a uma lista de repositórios de recursos educacionais disponíveis online (https://pt.wikiversity.org/wiki/Lista_de_reposit%C3%B3rios_de_recursos_educacionais_dispon%C3%ADveis_online) que facilita o trabalho didático de todo profissional da educação.
     Nesta lista citada anteriormente, encontra-se infinidades de possibilidades, dentre elas se destacando algumas bastante interessantes, como o SOOPLAR, que é uma rede social de conhecimento e cultura onde os Internautas podem contribuir disponibilizando material pedagógico, criando jogos educativos e textos literários e o PORTAL DO PROFESSOR que é um espaço para o professor acessar sugestões de planos de aula, baixar mídias de apoio, ter notícias sobre educação e iniciativas do MEC ou até mesmo compartilhar um plano de aula, participar de uma discussão ou fazer um curso. Poderão se inscrever apenas pessoas ligadas às instituições de ensino públicas e privadas. As demais poderão navegar livremente, pois todas as informações são de acesso público.
     Desta forma, podemos perceber que existem inúmeras alternativas de se utilizar os objetos educacionais, principalmente no âmbito de serem grátis e online, facilitando o ensino-aprendizado dos educandos e de seus educadores.





Instituto Federal de Goiás - Campus Uruaçu
Licenciatura Plena em Química
Educação e TIC
Ms. Laudelina Braga




Mais um pouquinho sobre...
Outros objetos educacionais interessantes:



16 maio 2016

O uso do Hipertexto na Educação

          A evolução tecnológica trouxe a sociedade contemporânea diversos dispositivos e ferramentas que provocaram mudanças na forma de pensar e produzir. Na area da educação esses avanços foram cruciais para o desenvolvimento de novos métodos de aprendizagem. Com o uso cotidiano dos editores de texto, um método que se destaca na melhor compreensão dos conteúdos é o hipertexto.
         É chamado de hipertexto o recurso utilizado em textos que promovem dinamicidade e interligação com outras ferramentas linguísticas.
         Essa ferramenta tem como inicio, sua provável descrição em 1945, quando Vannevar Bush publicou um ensaio no qual descrevia o dispositivo "Memex". 
        Como principais características deste recurso facilitador do conhecimento, temos como destacantes:
  1. Intertextualidade;
  2. Velocidade;
  3. Precisão;
  4. Dinamismo;
  5. Interatividade;
  6. Acessibilidade;
  7. Estrutura em rede;
  8. Transitoriedade;
  9. Organização multilinear.
       Na atualidade, sabemos que este recurso é bastante utilizado, principalmente na internet, onde, no jornalismo e na área educacional, o mesmo se destaca por sua praticidade.       Na área da educação,podemos dizer que este método é fascinante, pois facilita ao aluno uma maior compreensão e descoberta de novos dados, transformando o estudo em algo completo e de fácil compreensão.     De fato, pode-se dizer que o recurso HIPERTEXTO é uma facilitação louvável e muito importante para o ensino, principalmente por nos oferecer recursos que provocam intertextualidade.


                                                                                                                   




Instituto Federal de Goiás - Campus Uruaçu
Licenciatura Plena em Química
Educação e TIC
Ms. Laudelina Braga































































































































































































03 fevereiro 2015

A repugnância do meu ser


Sou apenas a mistura de tudo que não há de bom neste mundo:
Ciúmes,
Possessividade,
Falta de confiança,
Insegurança,
Ignorância e
Revolta.

Sou uma mistura de todas as coisas podres desta Terra:
Raiva,
Ódio,
Arrependimento e
Desilusão.

Como cheguei aqui?
Não sei.
Mas tenho uma única certeza:
Nunca mais sairei deste estado, pois desperdicei a única chance verdadeira que eu tinha de sair dessa inércia.

16 janeiro 2015

Despedidas

Você já parou para perceber como as pessoas dão mais importância para as suas primeiras vezes?
            É o primeiro passo, a primeira palavra, o primeiro beijo, a primeira vez que faz sexo e tantas outras, sempre aclamadas por todos, e motivo sempre frequente de medo daqueles que ainda não experimentaram tais momentos.
            A questão é que, de tanto se dar valor as primeiras vezes, geralmente, nos esquecemos do outro lado da moeda, da ultimas vezes, e até mesmo das despedidas.
            Sim, a ultima vez que você tomou aquele xarope horrível, ou que abraçou a sua avó que já se foi, a ultima vez que viajou àquela cidade linda nas férias, ou a ultima vez que beijou o amor da sua vida.
            Eu particularmente, hoje em dia, dou mais valor às despedidas. São elas que ficam de verdade na nossa memória, são elas que muitas das vezes dão aquele nó na garganta, que nos fazem chorar, são elas que causam remorso, são elas que nos fazem sorrir do nada, são elas, as despedidas.
            “A primeira vez, a gente nunca esquece!”, já dizia o ditado popular, e sou obrigada a concordar com isso, já que é a primeira oportunidade de experimentar uma determinada sensação. Mas e quando não nos lembramos?
            Eu confesso que não me lembro dos meus primeiros passos e nem da minha primeira palavra, mas me lembro perfeitamente do tempo que passei sem andar com um gesso na minha perna, ou do dia em que deveria ter dito eu te amo pela ultima vez e não disse.
            Para ser sincera, são as despedidas que mexem comigo.
            Como somos capazes de não nos lembrarmos no nosso mais intenso, verdadeiro e suntuoso amor? Como não se lembrar dos beijos, dos abraços, das caricias, das palavras ditas? Como não se lembrar do adeus.
            O adeus de uma relação sempre foi difícil para mim. Eu nunca gostei de abandonar um amigo, de aceitar a morte de um ente querido, de desistir de um amor.
            Ahhh, as paixões. Arrebatadoras, intensas, cruéis. Elas são o maior motivo das dores, das despedidas, pois geralmente, uma parte sempre sai ferida nessa guerra em busca da felicidade.
            Sempre existirá alguém que se culpará pela perda, por não ter feito as coisas direito, por não ter tido a chance de lutar.
            As paixões, como são capazes de massacrar-nos tão facilmente. Sempre da mesma maneira. Você está bem, e, ao acaso, o cupido te acerta como uma flecha de um veneno fulminante, altamente tóxico, certamente, ele seria até proibido se pudesse ser comercializado, esse veneno, o amor. Depois, dois seres, independente de gênero, cor e cultura, se entrelaçam numa dança sinuosa, cheia de passos ardentes, conquistas, momentos solos e em conjunto, praticamente um tango incandescente dançado para uma plateia chamado mundo.
            Na maioria das vezes, a dança não durará mais que uma noite, os bailarinos se cansam, se separam, e cada um vai para seu lado, enfrentam as dores carregadas pelo grande balé sozinhos.

            Por isso dou tanta importância às despedidas, pois não são as caricias que ficam, e sim as cicatrizes, as feridas, e principalmente as lembranças, de momentos que jamais serão vividos novamente, pois uma peça em que se mudam os atores será somente uma nova peça.

31 dezembro 2014

Fotografias

         
           Tristes são aqueles que só vivem o que demostram as fotografias.
         Alegres, sorridentes, felizes, limpos e agradáveis, como se a vida fosse feita de açúcar e nada de maldoso existisse.
         Coitados dos que vivem como nas fotografias.
         Não são de carne e osso, não são reais. Não sofrem, não choram, não sentem dor.
         Pobres são os que são somente  fotografias.
         Falsos casais que se amam, irmãos que nunca discutem, amigos verdadeiros, lugares inesquecíveis, momentos mágicos.
         De fato, fotografias são ilusões, irrelevantes para aqueles que estão de fato ali, somente pelo tempo de um apertar de botão, e em seguida, voltam para suas desgraçadas vidas infelizes.

30 dezembro 2014

Aonde eu encontro a felicidade?

“Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.”
- Felicidade, Marcelo Jeneci
O que faz uma pessoa se sentir tão dependente de outra?
            Qual será o verdadeiro sentido da vida se você só consegue de fato viver se tudo estiver bem com quem se ama.
            E isto não acontece somente com aqueles que possuem afetividades sexuais, pode ser dependência de um genitor, de um melhor amigo, e até mesmo de um animal de estimação, visto pelo dependente, como uma real pessoa.
            Muitos abordam o caso como carência, uma falta de afetividade tão grande , que faz com que o individuo se torne um ser com grandes necessidades de afeto, amor, carinho, e muitas das vezes compaixão.
            Confesso que durante muito tempo, fui um desses indivíduos muito mais do que carentes, altamente dependente de alguém que eu amei muito.
            Acho que o fato não é somente carência, mas sim um abuso de convívio. Sim. Após passar tanto tempo junto com outra pessoa, você, por muitas das vezes não consegue distinguir o tempo livre do tempo conjunto, e acaba por acreditar que tudo é a mesma coisa.
            Para mim, um “super dependente”, vamos nos denominar assim, é muito mais que um carente, ele é um ser inocente, que por necessitar tanto de atenção, acaba por se tornar submisso a outro ser, independente do que venha a acontecer com ele, o mesmo acaba acreditando que tudo acabará bem no final.
            E é aí que está o grande erro, não existe um final feliz, felizes para sempre nunca passou de uma anedota, a luz no final do túnel é uma metáfora, e mesmo assim, todos caem nela.
            O grande obstáculo a ser ultrapassado é entender que a felicidade é conquistada a cada dia, você não sofrerá a vida inteira para ser feliz no final dela, pare de se enganar, por favor!
            Todos os dias, desde o momento que você acorda até o momento que voltará ao repouso, a vida te dará uma chance para ser feliz, e é só uma mesmo, pois nenhum de nós sabe de fato, quando a vida acabará. E se ela acabar antes do seu final feliz, será mesmo que todo o sofrimento, toda a submissão, as tantas lágrimas derramadas e quem sabe, até as brigas que não foram evitadas valerão a pena?
            Falo isso por experiência própria, é difícil entender que o único responsável pela sua felicidade é você, e que ninguém além de você será responsabilizado se no fim da vida, nada tiver valido a pena.
            A carência existe sim, e é inimaginável viver sem ela, entretanto, podemos suprir lacunas com outras coisas que poderemos amar no futuro, coisas que talvez nem saibamos que existem hoje, pois estamos de olhos fechados par as alegrias da vida.
            Enquanto continuarmos vedados, tudo continuará como antes e o final feliz continuará não existindo. Esqueça-se das dependências, afaste-se o máximo que conseguir das carências mundanas, e principalmente, abandone aquele que te faz mal, pois a sua vida só depende de você.

            A felicidade é uma escolha!

27 agosto 2014

Uma Goiana em Sampa


Uma Goiana em Sampa: bienal do livro

# Uma breve descrição:
         Bom... Resolvi comentar um pouco sobre o que vi, ouvi e experimentei na maior metrópole da América Latina, São Paulo. Foram dias incríveis em que pude notar quão surpreendente é nossa cultura e nosso povo, e como não valorizamos isso. Pois bem, quero apenas mostrar meu ponto de vista sobre lugares que me renderam grande estima. Bora viajar comigo, e descobri uma visão regada ao molho de pequi, sobre os paulistanos ?!?
#Bienal Internacional do Livro
         Sai de Goiás especialmente para este evento, e digamos, estou muuuito satisfeita com o que vi.
            Não serei positivista o bastante para engana-los dizendo que a Bienal é o melhor local para se ir em um sábado a tarde, mas que é o MELHOR LUGAR para ir em qualquer dia da semana.
            Sim. É um tsunami de pessoas que correm de um lado parea o o utro atrás de promoções, autores preferidos e marca páginas grátis, e, se você não tomar cuidado, ainda pode tropeçar em algum nerd jogado ao chão enquanto se delicia com seu milk shake do Bob’s, ou simplesmente adolescentes felizes or terem comprado todos os livros do Nicholas Sparks em algumas promoções, mas, sinceramente, isso é o de menos.
            Fiquei lá por pouquíssimo tempo (aproximadamente 2:30hs), enfrentei uma longa, mas coloca longa nisso, fila somente para comprar um ingresso, que custou uma bagatela de sete reais (meia).
            Entretanto, depois de entrar, passar por aquele portal sagrado do mundo da literatura, não tem como abrir a boca e suspirar no mínimo um “Uauu!!!”, quando deparada com a estrutura do evento. Pessimistas dizem que esta edição não foi a melhor, e que a infraestrutura deixou a desejar, mas, ok pessimistas, já te dei espaço demais nesse texto.
            Para quem nunca foi no evento (no caso, eu), consegue ficar fascinado. São inúmeros e inúmeros estandes, dos mais criativos possíveis, que contemplam desde o publico infantil, passando pelas donas de casa seguidoras de Vovó Palmirinha, até loucos por HQ’s da Marvel (eu) e livros longos (eu de novo).
            Pelo pouco que conseguir visitar, vi zumbis, estandes interativos, livros didáticos, materiais para vestibulandos (que chegavam até R$5.000), livros por apenas 10 reais, várias promoções, além de anjos, demônios, famosos e até um certo trono bastante cobiçado por George R. R. Martin.
            O estande da Submarino me surpreendeu, já que em vez de livros, conta com algo mais interativo e sustentável, e , acreditem, até de bicicleta pedalei para ganhar um brinde (ó-t-i-m-o).
            Considerações finais. Para uma goiana apaixonada por literatura, louca por gramatica e que ama um bom jogo de palavras, a Bienal vale muito a pena, com mais tempo, e apesar das circunstancias, é um lugar mágico, e , a sua chance de ver, e conhecer novos livros pode ser única. Aproveite.
            Antes que me esqueça, use e abuse de um booooom tênis, e lee uma mochila para levar seus exemplares para casa, corra atrás de brindes, eles são únicos, e, óbvio, tire bastante fotos, como essa aqui, em que eu fui ‘rainha’ por uns, aproximadamente, 20 segundos.
Beijos, e depois tem mais! 

24 julho 2014

Os olhos mágicos: Pistas

                 Após contar tudo para Kennye (que não estava gostando nada de ser deixado em segundo plano), Margô estava radiante com tamanho o caso que agora estava em suas mãos (ambas mãos, pois eles eram parceiros, mas que isso, amigos).
            - E agora? Como vamos proceder chefe? Devo te chamar assim agora Margô, ou será que você prefere Srª Margareth Staves?  - fala Ken ironicamente.
            - A meu bombom...Pare de tanto drama, somo e sempre seremos uma dupla. Se o senhor Masons quis falar comigo, simplesmente é por que você ão tem a alma feminina aguçada.
            -Tudo bem. Amos ao caso, mas nunca mais me chame de bombom, ok?!?
            - Não me peça o que não posso cumprir meu bombom. – Margô brinca enquanto o beija de leve.
            Neste instante, chega uma mensagem de texto no telefone ultra mega power moderno de Margô, seu belíssimo iPhone comprando em 24 suaves prestações de 50 euros.
            A mensagem dizia assim:

“ Querida Margo, designei meu homem de confiança, Jutes, para estar visitando a cena do crime juntamente com voce e seu capacho, hoje daqui a uma hora.
   Nao se atrase. Att. Sr. Masons.”
  
   - Capacho??? Esse cara só pode estar de brincadeira comigo não é mesmo senhorita Steves?
             - Sabe Ken, uma grande mulher sabe o momento certo de tomar certas atitudes. Tomarei uma agora. Vista-se e vamos embora.

***

            Chegando ao Hotel VilaMarin, avistaram de longe um brutamontes de aproximadamente 5 metros de altura (isso na visão de Ken, na verdade ele tinha uns 2 metros e alguma coisa), extraordinariamente malhado, em sua regatinha cada  preta tamanho P.
            -Vocês são os detetives?
            -Sim, somos.-disse Margô.-Leve-nos ao quarto.
            Quando entraram na suíte presidencial (de decoração muito contestável por sinal), deparam-se com várias cenas ao mesmo tempo.
            Uma cama mal feita, com pantufas lilás ao seu lado. Várias lingeries espalhadas pelo quarto. Alguns brinquedinhos sexuais em cima de uma poltrona. “Mas o que é aquilo Margô?Uhuhu, quero um negócio daquele para nós minha querida!”, “Contenha-se Ken, aqui somos profissionais”. E tantos outros vestígios por todo o local.
            - Onde está o corpo de Anna?
            - Foi levado para a autópsia. Meu patrão disse que os laudos serão entregues a vocês em breve.
            - Alguém mexeu no quarto?
            -Não. Ele está intacto, foi fechado após o corpo ser levado e sou o primeiro a entrar desde então.
            -A sim. Vamos começar.
            Depois de aproximadamente 3 horas investigando todo o local, que era contemplado por uma vasta suíte com cama de casal redonda, espelho no teto, TV LCD 59’, um banheiro quase que do tamanho do escritório de nossos detetives, que tinha banheira normal, banheira de hidromassagem, um armário trancado sem as chaves, além de local para massagem e ao fundo uma cadeira sadomasoquista de oncinha, cheia de apetrechos eróticos com aparência de usados recentemente, foram encontrados os seguintes vestígios:

·         Um par de pantufas lilás numero 35.
·         5 pacotes de preservativos, da marca Kecomic, sendo que 3 deles foram utilizados.
·         Uma camisola branca transparente, suja com um liquido viscoso aparentemente branco (sim, é o que vocês estão pensando).
·         Um diário encontrado de baixo da cama.
·         A carteira Anna Mikes.
·         Um bilhete destinado a Fred Toms, com letra aparentemente feminina.
·         3 garrafas de bebida alcoolica, sendo que somente uma havia sido aberta.
·         Resto de alimentos em alguns pratos.
·         Papeis rasgados em uma lixeira ao lado.
·         Um telefone celular sem a bateria jogado dentro da banheira.
·         Um vidro de perfume Mefelejê.
·         Algumas calcinhas penduradas no ventilador.

- Cenário exótico não? –Disse Mrgô estarrecida.
- Se é exótico eu não sei, mas aqui rolou uma festa pra lá de quente. Como assim aquela
Cadeira sadomasoquista? Só havia visto aquilo em filmes?
- Que filmes você anda vendo em Ken. Chegando em casa, falaremos mais a seu respeito hein bombom.
- Vamos esquecer isso ok? – Fala Ken envergonhado.
- Precisamos saber quem estava com Anna, e de que se deu sua morte, afinal, se ela morreu aqui, esse homem tem haver com isso.
- E como saberemos de tudo isso Margô? Se Jutes disse que nesse andar as câmeras não funcionavam e não se tem registros de quem subiu aqui com a Anna.
-  Simples meu caro. Chegou a hora de fazermos nossos interrogatórios...
            

06 julho 2014

Os Olhos Mágicos - O Caso



                Mais um dia se iniciava, e a mornidão do escritório continuava a mesma de sempre.
            De repente, depois de mais de três semanas, o telefone toca, e Margareth sai correndo para atender.
            -Alô. Serviço Especializado Dimp’s. Em que posso ajudar?
            -Não precisamos de rodeios, ou precisamos? Sei que vocês são os Olhos Mágicos e preciso urgentemente contratar o serviço de ambos. Já tomei informações suficientes sobre vocês. Sei que podem me ajudar.
            - A sim. Como faço para conversar melhor com o senhor? Qual é o caso?
            - Me encontre no Café Royal em 45 minutos cravados. Meu nome, Senhor Masons. Não leve companhia. Esse caso quero tratar primeiramente com você. Ao chegar, você saberá quem eu sou, tenho certeza disso.
            -Tudo bem. Quarenta e cinco minutos e nos vemos. Até breve.
            Margô desliga o telefone com um sorriso no rosto.
            - O que foi? Algum caso? Não acredito. Já estava pensando em fechar nossos negócios. Para onde vamos? -  disse Kenny animado.
            Margô explicou a ele que se tratava de um caso sim, mas, aparentemente, era um caso dela, e saiu para o encontro.
            -Ainda não acredito nisso. Ela é minha assistente! Quem dá as cartas aqui sou eu.
            Neste momento, Kennye recebe uma mensagem de texto dizendo:
“ Meu querido, quem dá as cartas aqui são nossos clientes. Grite mais baixo por favor. Beijinho. Margô”
***
            Ao chegar ao Café Royal após 45 minutos exatos, Margô não sabia como se portar perante seu caso. Parecia algo normal, mas no fundo, ela sabia que não era.
            Olhou em volta, tentando buscar o Senhor Masons, Afinal, ele não deixara nenhuma pista sobre quem seria ou onde estaria.
            De repente, um moço de belo porte, com aproximadamente 50 anos, esbarra nela e diz:
            - Acompanhe-me senhorita. Temos negócios a tratar.
            Era ele. Não restavam dúvidas. Com fala ou sem fala, ela saberia que era ele. Ele estava certo o tempo todo.
            Sentados em uma mesa reservada, começaram a conversar sobre o caso.
            -Muito prazer senhor Masons. Creio que nosso caso deve ser bastante delicado. Casos de infidelidade conjugal nunca são fáceis, mas, prometo que eu e meu colega, descobriremos quem está passando o senhor para traz.
            - E por acaso eu falei em infidelidade conjugal minha jovem? –rio largamente Masons - Meu caso é bem mais sério que isso, e acredite, vocês ainda irão me agradecer por ter contratado seus serviços.

            - Me desculpe senhor. Pode me dizer então qual é o caso. Necessito me inteirar de todos os fatos.
            - Pois bem. Sou dono do Hotel VillaMarin, no centro de Londres. A mais de dois anos, por sermos conhecidos pelos shows diversificados, temos as quintas-feiras um show no formato de cabaré. E não, elas não são prostitutas (pelo que eu saiba, claro). Vestem-se sim com roupas provocantes, fazem danças sensuais e mexem com a cabeça dos homens, mas tudo muito natural eu diria.
            -Sim, entendo. Continue por favor.
            - Bem, a 2 dias atrás, nossa principal dançarina, Anna Mikes foi encontrada morta, seminua em um apartamento do hotel. O caso é: Este quarto não estava alugado para ninguém, e neste corredor, a câmera não estava funcionando.
            -Entendo. Mas este não seria um caso para a policia, sr. Masons?
            -Seria. Mas assumo que eu tinha um relacionamento afetivo com Anna, e, gostaria sim de descobrir quem deu fim a sua vida. Tive sorte. O capitão da policia londrina, é meu amigo de infância e disse que me daria 2 semanas para descobrir quem foi. Mas somente este tempo. Se nada desse certo, ele entraria com a policia no caso. Está me entendendo senhorita, preciso que vocês sejam eficientes e rápidos. Quero colocar as mãos nesse infeliz o mais rápido possível.
            - Eu fico com o caso. Não se preocupe, descobriremos quem foi. Mas espero que o senhor leve os resultados obtidos para a policia. Não contribuímos para vingança com sangue.
            - Não se desespere. Só quero descobrir quem foi, por que acho que devo isso a Anna. Ela merecia ser cuidada com carinho.
            Um breve aperto de mãos e caso encerrado. Na verdade, aberto.
            Margô sai do Café saltitando. Não consegue acreditar. Um caso que não é sobre infidelidade. Um caso REAL.

            Ela precisa ligar para Kenny. E precisa ser agora.

22 junho 2014

Os Olhos Mágicos - Prólogo






Eles não eram conhecidos.

                Para os familiares eram Anabeth Klieves e Jonathas Fum, mas para seus “sócios”, eram chamados de doutor Kennye Dimp e Margareth Staves. Também popularizados como OS OLHOS MÁGICOS DE LONDRES.

                Se conheceram no ensino médio, quando ela queria ser advogada e ele perito criminal. Ela amava leis e sabia-as de cor, e ele era um amante da química e dos crimes policiais.

                O tempo passou, saíram do ensino médio e nada aconteceu. Ela passou em direito em uma universidade muito distante e desistiu, e ele, foi expulso da faculdade depois de fazer experiências inéditas, colocando fogo no laboratório de química da University of Greenwich em Londres.

                Jovens, desempregados, abandonados pelas famílias e sem esperança na vida, acabaram se reencontrando e tiveram a melhor ideia possível. Reuniriam seus dotes, suas experiências e sobreviveriam resolvendo casos pela cidade inglesa, seriam os OLHOS MÁGICOS dali.

                No começa não foi fácil, afinal, 11 em cada 10 casos que atendiam se limitaam a problemas de infidelidade, tendo como maior premio, a descoberta da traição da senhora Mitson (96) com seu sobrinho (18) em um motel fora da cidade. Esse caso rendeu a eles, um escritório na avenida 54, doado pelo marido de Mitson, o dono do prédio VilleTubes, antes de se suicidar.

                Depois de tantos casos curiosos, surge uma oportunidade surpreendente para a nossa dupla dinâmica, o assassinato da dançarina de cabaré Anna Mikes, em um hotel da cidade.

 

18 maio 2014

O sonho de Anellice: A tortura de Cris

O desespero dela era notável.
Como você se sentiria se da noite para o dia seu mundo desabasse e virasse de penar para o ar? Imagino sim, que o caos seria inevitável.
Desnorteada, sentou-se na cadeira de leitura de seu pai, e pela primeira vez, não se sentiu tão mal de estar ali, pois sempre que via aquela velha cadeira, lembrava do dia em que seu velho pai lhe contou a ultima história lida em um livro, e logo essa mesma história tinha voltado a tona, muito pior do que qualquer livro já narrara.
De repente, como ironia do destino, a vidraça de sua janela se estilhaça em inúmeros pedaços e Ane toma um grande susto.
Mas, acredite, o susto foi muito maior ao ver que o que quebrara a janela era uma pedra, não muito grande, porem que cintilava cores ainda não vistas e que por algum motivo, transmitia uma força, um poder, como um imã atraindo Ane para perto de si.
A curiosidade era óbvia, e agora, nada mais poderia ser perdido. Já haviam ido embora seus pais que ela tanto amara durante  avida, sua melhor amiga que cuidara dela por tantos anos e talvez, mas com grande certeza, o amor de sua vida, que para “sua sorte” ainda estava brigado com ela na noite do ocorrido.
Tocou a pedra. O poder atravessou seu corpo de uma forma indescritível, era como se fosse um choque, mas muito mais forte, denso e revitalizante.
Ao abrir os olhos, se assustou novamente, mas dessa vez, foi muito pior.
- Olá Anellice. Muito prazer. Meu nome é Bhogus. Não se assuste. Vim apenas te ajudar a encontrar nosso grande amigo.
Nem ela acreditava como do nada, um ser daquele jeito, alto, careca, extremamente esguio e muito magro, tinha “brotado” em sua frente, e principalmente, com aquelas roupas???
- Minha querida, não temos tempo. Cris corre grande perigo. Você precisa ser forte, o que irei te mostrar agora pode não lhe agradar. Lembre-se: Só você poderá salvá-lo.
Abrindo um pergaminho, algo irreal aconteceu. Mesmo sabendo que irrealidades agora seriam predominantes em sua vida.
No pergaminho, Ane viu com seus olhos, seres horripilantes, piores que qualquer ser infernal que ela poderia ter imaginado ao ouvir pregações sobre o inferno na igreja em que frequentava, ela viu seres muito mais grotescos que qualquer assombração que tivesse medo, eles pareciam ter saído de Mordor, criados pelo próprio Sauron, em um dia que ele estava inspirado.
Os cavaleiros infernais, estavam em uma espécie de acampamento, em um local negro que cheirava  a enxofre (ela conseguia sentir o cheiro), de onde saiam gritos de desespero, gemidos inimagináveis e pedidos de socorro, porém, em resposta, só se ouviam gargalhadas, quentes como a lava de um vulcão e mais más que qualquer coisa.
No meio daquilo tudo, um garoto chorava sem cessar, gritando de dor, pedindo clemencia, mas sem, em nenhum momento, abaixar a cabeça e se colocar como vitima, era nítido, que ele suportaria tudo aquilo por algum motivo.
De fato, esse garoto era Christopher, e Ane sabia disso. O moletom azul que ele usava, com um tordo nas costas, era um presente dela, para ele, no seu aniversário.
Foi então, que as cenas de tortura começaram.
Primeiro, despiram Cris, e ele ficou nu, e para Ane, isso se tornara muito vergonhoso, já que ela nunca havia o isto assim. Entretanto, sua preocupação era muito maior.
Depois, o amarraram em uma pilastra, e ele se manteve firme, sem um olhar para baixo.
Os cavaleiros então, o espancaram com muita vontade, deixando-o desfigurado, muito machucado, quase desfalecido.
- Onde ela está? Nos diga. Não adianta escondê-la garoto insolente, vamos acha-la de qualquer forma. Então, adiante nosso trabalho. – disse um deles, zombando sem dó nem piedade.
- Não irei contar! Meu dever é protegê-la, foi essa a missão que me incumbiram a 16 anos atrás, e eu nunca a deixaria correr perigo. Eu a amo acima de tudo.
- Ouviram? O apaixonadinho a ama! Se eu tivesse olhos, juro que choraria agora por você. Mas, como não tenho, só me resta te torturar até enfim, saber onde está garota do ar. Desista! Ela será nossa.
Nesse momento, muitos pensamentos rodeavam a cabeça de Ane. “Cris realmente a amava?”, “Missão?”, “Garota do ar?”. Mas, infelizmente, seus pensamentos foram interrompidos por um grito assustador.
Nesse momento, Cris, quase semi-morto estava prestes a sofrer uma grande perda.
O cavaleiro, sem demonstrar nenhum sentimento a não ser satisfação, apontou para ele uma espada, perguntando o que Cris preferia, seu corpo ou sua amada.
Cris não hesitou, dizendo que não contaria onde Anellice estava, cuspindo no “rosto” ou o no que deveria estar naquele lugar.
Em seguida, o cavaleiro das almas, decepou um dos dedos de Cris, rindo ao ouvir o urro de dor do garoto.
Mesmo em estado de sofrimento, Cris continuava a gritar que morreria por Ane se preciso, mas que jamais entregara seu paradeiro.
Nesse momento, mais um dedo foi decepado, e Cris já não tinha mais forças para se manter em pé, a hemorragia, agora já se tornara uma imensa poça de sangue aos seus pés. O caso era preocupante.
- Tragam a água do Lago Säure, quero ver se ele aguenta ser lavado e bem cuidado com as águas do lago ácido de Arghonis.
***
O pergaminho se fechou nesse momento e Ane queria morrer, morrer por Cris.
- O que vamos fazer Boghus? Cris irá morrer em breve, e eu não sei como ajuda-lo.
- Minha querida, estamos em jogo de xadrez, e eu irei a partir de agora, te ajudar a dar o Xeque-mate!